Festa do Imigrante
"As cores do mundo estão aqui!"
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Talvez o slogan do Memorial do Imigrante, "As cores do mundo estão aqui!", seja a melhor forma de definir a Festa do Imigrante. Não é
somente a cor das roupas dos grupos folclóricos e das bandeiras dos países que eles representam, mas é
também a "cor" de suas culturas, recheadas por centenas ou milhares de anos de vida cotidiana e
história; é a "cor" da vontade de construir um lar para seus descendentes, numa terra distante e,
muitas vezes, estranha. E não foram só os objetos a principal herança que eles deixaram, foram as formas
de se relacionar com o mundo: a língua, a dança, as crenças, a música, os gestos, os sabores.
No momento em que esses imigrantes integraram a população brasileira, essa herança passou
um pouco para cada um de nós. Identificamonos com este ou aquele grupo, por afinidade, amizade ou
convivência. Mas para isso é necessário que a cultura, ou melhor dizendo, as características
culturais dessas pessoas sejam conhecidas por nós. A melhor forma encontrada pelo Memorial do Imigrante para
possibilitar esse contato é a exibição de danças e músicas típicas de diversas
nacionalidades e etnias, não de forma separada, mas concentradas numa data característica. Nada melhor que
escolher o Dia do Imigrante (25 de junho), para mostrar ao público as diferentes formas de expressão da
linguagem corporal e da música, seja na Alemanha, no Japão, em Portugal ou na Colômbia. Mais que
estranhamento, estamos criando o reconhecimento, através da comparação e apreciação estética.
A Festa do Imigrante buscou, como sempre, os grupos folclóricos mais característicos e, embora com um caráter amador, há um sério compromisso nos componentes desses grupos, que os torna mais atuantes e presentes. Não só dançarinos profissionais, pois eles têm consciência da importância de seu trabalho na divulgação e preservação de suas raízes. Esses grupos de dança conseguem, a partir de uma
situação específica (dança ípica), fazer a ponte entre as culturas, não só brasileira (que ainda está por se definir melhor), mas de países e etnias aparentemente muito diferentes. A música e a dança conseguem vencer essas "distâncias", fazendo uma verdadeira "travessia".
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